Crisis Core: Final Fantasy VII: Os homens não choram por si...mas sim pelos seus companheiros
Foi há sensivelmente onze anos atrás que a
Square-Enix produziu um dos mais conceituados videojogos de todos os tempos. Falo de
Final Fantasy VII, título inicialmente desenvolvido para
PlayStation e que mais tarde chegaria a ver a luz do dia nos computadores.
Assim, de modo a celebrar o décimo aniversário de
Final Fantasy VII, a editora nipónica lançou no passado mês de Setembro de 2007, no Japão, a prequela
Crisis Core para
PlayStation Portable, que relata os eventos transactos relativamente ao sétimo título.
Agora, em 2008, a Square-Enix lança finalmente a versão dobrada, que traz consigo ligeiras melhorias quando equiparada com a versão japonesa.
Nesta prequela o jogador assumirá o papel de Zack Fair, um membro de segunda classe do grupo militar SOLDIER, cujo sonho é tornar-se um soldado de topo. Porém o jogo girará também em torno de outras personagens, como Cloud Strife - a figura principal de Final Fantasy VII, Aeries Gainsborough, e um dos vilões mais adorados tanto da série como do mundo vídeojogável - Sephiroth.
Com um regresso ao passado, a Square-Enix pretende responder a todas as questões que ficaram suspensas no ar em Final Fantasy VII, criando por si só, uma enorme expectativa em redor desta prequela. Assim, esperem ver resolvidos mistérios como quem era realmente Zack Fair, a sua origem, a razão pela qual se tornou um soldado de elite da empresa Shinra, a sua verdadeira relação com Aeris, a origem de Cloud Strife, os projectos secretos e obscuros da Shinra e finalmente o motivo que levou o brilhante soldado Sephiroth à loucura e escuridão.
A cargo de produtores como Tetsuya Nomura ou Yoshinori Katase, rapidamente se percebe a grandeza existente por detrás deste título.
Como tal, visualmente, Crisis Core é daqueles videojogos que consegue fazer inveja à sua irmã mais velha, a 128 bits da Sony - PlayStation 2. É notória a capacidade gráfica que o jogo exerce na PSP, levando-a por vezes, aos seus limites.
Sobre a direcção artística de Nomura, Final Fantasy VII: Crisis Core apresenta um estilo gráfico bastante semelhante ao de títulos como
Kingdom Hearts ou
Dirge of Cerberus: Final Fantasy VII. Ou seja, tanto os cenários como as personagens são totalmente em três dimensões e o detalhe das mesmas é bastante elevado, bem ao estilo do que a Square-Enix costuma produzir. A exibição frequente de cenas cinemáticas, que utilizam a tecnologia
CG (Computer Graphics), dá um elevado acréscimo à qualidade visual do jogo, bem como os efeitos em redor dos ataques que a nossa personagem produz.
Classificado como um Action RPG, Crisis Core rapidamente difere num aspecto em relação aos capítulos anteriores de Final Fantasy: não é um puro RPG por turnos, bem ao estilo japonês. Assim, o jogador tem a possibilidade de controlar Zack Fair em tempo real durante as batalhas, sendo que este tem ao seu dispor um vasto arsenal de habilidades - desde ataques normais, magias, movimentos evasivos, a acções mais defensivas, etc. Para além deste tipo de manobras, temos ainda os chamados
Limit Breaks ou
Summons, os quais podemos considerar como movimentos derradeiros da nossa personagem. E é aqui que Crisis Core se transfigura.


Nome do jogo: Crisis Core: Final Fantasy VII Produtora: Square Enix
Editora: Square Enix
Imagens: Galeria
Vídeos: Downloads
Data de lançamento: 20 de Junho de 2008