Análise PC - FUEL
Análise PC - FUELFUEL
Categoria: PC
FUEL: o tamanho não é tudo

ão posso dizer que corridas em locais montanhosos e repletos de terra seja um conceito inovador. Já o vimos em prática por diversas vezes, tendo nesta geração três quatro jogos já lutado pelo estatuto de campeão: os dois MotorStorm (exclusivos PlayStation 3), Pure (lançado para PS3, Xbox 360 e PC) e Baja: Edge of Control, que marcou nas duas consolas HD desta geração. Mas FUEL apresenta-se uma premissa diferente; a Codemasters, sua distribuidora, prometeu mais de 8.000 quilómetros quadrados de área para se percorrer. De tal forma que o jogo foi destacado, ainda antes do seu lançamento, pelo World Guiness Records. Mas não seria esta medida arriscada demais?

Sem dúvida que FUEL consegue ser um jogo sólido e consistente nos capítulos jogável e gráfico, mas também não tenho qualquer dúvida em como lhe falta algo que não se pode converter nem medir em números; o divertimento. Com tudo o que era preciso para ser um dos jogos mais marcantes do género, o título da produtora Asobo Studios fica reduzido à categoria de “bom”, por vezes secante, devido fundamentalmente ao facto de as corridas em si não serem tão divertidas e viciantes como deveriam. Nos primeiros momentos, FUEL parece funcionar de forma fascinante, mas cedo me apercebi das suas principais falhas. As formas como os adversários se opõem à nossa vitória é incrível e, de certa forma, acaba por ser desafiante. Quem não gosta de descarregar algumas doses de adrenalina de vez em quando? Porém, ao fim de certo tempo, o jogo pode mesmo tornar-se frustrante para qualquer jogador que queira tirar o máximo de divertimento possível. A dimensão do mapa é enorme exagerada para a diversão em FUEL oferecida e, a médio/longo prazo, até os jogadores mais dedicados podem desistir desta experiência. Foi assim que comprovei que, realmente, o tamanho não é tudo.

Que mota potente…


Em FUEL corremos nos Estados Unidos da América, todavia, num futuro um pouco distante no qual o planeta Terra é alvo de imensas catástrofes naturais. Os ‘States estão devastados e o aquecimento global e outros factores não ajudam, dando um especial contributo à formação de grandes Tsunamis, perigosos incêndios, e majestosos tornados. Nestas condições torna-se impossível habitar em terras do “Uncle Sam”. A maioria das pessoas foge para outros continentes, no entanto, um grupo de corredores malucos acredita que os E.U.A. são, agora, ideais para a realização de corridas. Como tal, não esperem corridas menos do que selvagens.

E foi precisamente com esta premissa que FUEL se apresentou, mostrando-nos um mundo desalojado que é a grande virtude do jogo. Isto, claro está, para além de criar uma espécie de um novo género dentro dos jogos de corridas. Um género em que corremos num mundo livre (e enormíssimo), coisa que não me lembro de ter visto em qualquer outro jogo de condução.

Neste pesadelo de lugar, onde as condições climatéricas são imprevisíveis e inquietantes, encontramos desde zonas mais rochosas, que são as mais vistas no nosso ponto de partida em FUEL, e zonas desérticas. O mundo do jogo está dividido em sectores que iremos desbloqueando à medida que vamos ganhando corridas e progredindo no jogo em sim. Não obstante, vamos também ganhando estrelas que nos dão acesso a outros campeonatos que nos deixam, por sua vez, participar em mais provas e torneios. Existem centenas de desafios pelo gigantesco mapa, pelo que será muito difícil repetirem algum. O pior é que, no entanto, temos quase sempre uma sensação de “déjà vu”, pois as “pistas” são quase todas bastante semelhantes.

Nome do jogo: FUEL
Plataformas: PlayStation 3, Xbox 360 e PC
Produtora: Asobo Studios
Editora: Codemasters
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Data de lançamento: 5 de Junho de 2009
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Comentários
MGSmarioPRO - 28, Junho de 2009

Quantidade não é qualidade, é o que prova este jogo. Tenho pena de o ver com uma nota destas mas a verdade é que tem sido esta a realidade, e a Codemasters fará melhor num próximo, pois nesta geração tem se safado de forma brilhante.
Netweb - 28, Junho de 2009

Tinham que destronar MotorStorm?
O jogo foi super rápido a desenvolver... o que interessa é ganhar trocos.. porque a codemasters é apenas jogos de carros e têm que renovar por algum lado...
teknoplayer - 28, Junho de 2009

Boa análise. É o que se chama um jogo feito à pressa, com a sede de subir nos TOP's. Resultado de uma conclusão mediana com desenvolvimento por apurar.
PAC - 30, Junho de 2009

Pena... tinha todos os ingredientes para ser um óptimo jogo, fica-se por mais um mediano...
ferreira3000 - 04, Julho de 2009

A Codemasters consegue fazer muito melhor que isto!
Espero que o Dirt 2 seja melhor que isto!
PRoTOTyPe_PS3 - 07, Julho de 2009

Atenção que a Codemasters é apenas a distribuidora e editora do jogo. A produtora propriamente dita é Asobo Studio, uma produtora francesa.
Agora sobre o jogo, é um claro exemplo de ambição desmedida. Prometeram mundos e fundos, e na realidade não passa de mais um jogo de corridas banal, que por acaso tinha tudo para triunfar.
Olho para esta pontuação de forma particularmente triste pois acompanho o desenvolvimento deste jogo desde o início, e esperava mais, muito mais dele. Parece que lhe faltou combustível(''FUEL''smiley para ser um grande jogo de corridas e marcar a diferença. Enfim, de qualquer das maneiras DiRT 2 está aí a chegar e este sim, vai ser uma grande bomba e vai nos fazer esquecer a desilusão que foi FUEL. Boa análise : D
Goncalo Santos - 07, Julho de 2009

Sim, a produtora é a Asobo Studios, tal como está escrito.

Já agora, sim, também espero muito do DiRT 2.
Faz parte de uma grande série que nunca me desiludiu. smiley
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