Análise PS3 - Prototype
Análise PrototypePrototype
Categoria: PS3

Prototype: Alex quer vingança e poderes não lhe faltam

Radical Entertainment já leva com muitos anos de produção de jogos, marcando presença na época da Super Nintendo e das consolas da altura, e tem uma característica bastante própria: todos os seus títulos são baseados em algo. Porém, até há pouco tempo a companhia nunca havia mostrado muita simpatia pela presença sangue nas suas produções. Ou melhor, nunca gostou de coisas que pudessem alterar de forma violenta o estômago dos jogadores, se é que me estou a fazer entender. Recentemente mudou de rumo com a produção dos conhecidos Scarface e, já na corrente geração, Prototype, o jogo aqui em análise. Mas o que terá Prototype além de muito sangue?

Neste título encarnamos Alex Mercer, um homem aprisionado pelo seu passado e que luta numa guerra secreta em Nova Iorque. Quando digo secreta não é que ninguém a veja, mas sim porque todos desconhecem as causas deste confronto “um contra todos”. Devido a uma mutação genética originada por uma experiência médica clandestina, Alex passa a poder utilizar poderes fantásticos que fazem com que possamos, entre outras coisas como destruir e matar o que/quem quisermos, transformar-nos numa réplica exacta de qualquer pessoa que passe à nossa frente. Assim, ficamos não só com a forma física dessa pessoa, como também com as suas habilidades e poderes. Passear pelas ruas de Nova Iorque transformado noutras pessoas pode ajudar-nos a resolver o principal mistério de Alex: a sua existência. É que com a dita mutação genética, Alex também perdeu a memória.

Agora, serei como tu.


A guerra despoletada na cidade nova-iorquina diz respeito a três principais frentes: Alex; a equipa de forças militares especiais chamadas Blackwatch, que são especialistas na detecção de vírus; e as criaturas infectadas que têm como propósito espalhar o vírus pela cidade. A narrativa, que decorre há mais de 40 anos atrás, pode ser considerada semelhante à de inFamous, assim como muitos outros aspectos do jogo, mas assim que se entra mais profundamente no mundo de Prototype conseguimos descobrir as suas vastas diferenças e características únicas.

Ainda que Prototype comece com bastante espectacularidade, torna-se bastante caótico pelo facto de começar 18 dias antes do seu final. Ou melhor, na primeira cutscene a que assistimos só falta aniquilar uma pessoa, mas através da analepse somos transportados para trás no tempo 18 dias, altura em que Alex começa a sua vingança e tenta descobrir aquilo que realmente é. Nessa tal primeira cutscene, Nova Iorque está totalmente inabitável, com zombies, monstros, helicópteros, soldados e tanques a serem as únicas coisas que vemos, para além de uma massiva destruição criada pelos mesmos e, claro, por nós. Ainda bem que se trata apenas da introdução da história.

Prototype oferece uma jogabilidade livre num mundo aberto (estilo sanbox) quase igual à dos jogos Hulk. Felizmente, o título da Radical Entertainment é bem melhor que os do monstro verde e Alex Mercer é muito mais carismático que Bruce Banner.

Nesta experiência não podemos contar com um modo online, nem mesmo um modo cooperativo multi-jogador offline para poder dar uma outra vida e prolongar a duração de Prototype em geral. Resta-nos, assim, uma narrativa curta com missões secundárias repetitivas que têm como objectivo preencher alguns vazios do título em si. Missão falhada nesse aspecto. Embora a história seja bastante imersiva, em oito horas qualquer jogador pode dá-la como terminada. Mas o problema de todo este conjunto é que as missões se repetem com pouca originalidade.

Nome do jogo: Prototype
Plataformas: PS3, Xbox 360 e PC
Produtora: Radical Entertainment
Editora: Activision
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Data de lançamento: 12 de Junho de 2009
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Comentários
Downmind - 03, Julho de 2009

tambem ja joguei este jogo mas desapontou-me. estava a espera de bem mais. parecido com este é o infamous e esse esta muito melhor. mas pronto ainda assim este safa-se
Chief - 09, Julho de 2009

eu curti bué da versão PC. Dva-lhe mais uns pontinhos mas compreendo o que se diz na análise. Acho que quem não tiver mais nada pra fazer deve tentar este prototype.
Tomas Oliveira - 09, Julho de 2009

Chief x2, também partilho da tua opinião. Para meu espanto o jogo funciona muito bem no PC.
Goncalo Santos - 09, Julho de 2009

A nota da análise desceu uns pontos principalmente devido ao trabalho bastante mediano que a Radical fez com os gráficos. Pois tal como disse, o jogo é muito divertido, viciante e fácil de se jogar. :)
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