Análise X360 - Halo 3: ODST
Análise Xbox 360 - Halo 3: ODSTHalo 3: ODST
Categoria: X360

Halo 3: ODST: muita parra e pouca uva

franchise Halo é, actualmente, a galinha dos ovos de ouro da Microsoft; este é composto não só pelos três principais jogos da franquia – Halo: Combat Evolved, Halo 2 e Halo 3 -, desenvolvidos nas catacumbas da Bungie, mas também por Halo Wars, um jogo de estratégia que serviu para dar um novo alento aos fãs que já desesperavam por aquecer as mãos no comando da Xbox 360 na companhia do seu mais-que-tudo Halo. Em Setembro de 2009, e depois de um Halo Wars que deixou uma sede de morte a quem já arrancava cabelos por ver um novo capítulo da série, chega Halo 3: ODST.

Em ODST, a história é uma pedra no sapato.

Embora a Microsoft diga que ODST é um jogo com algumas ideias novas (o que em parte é verdade), o que se pode depreender depois de algumas horas com os olhos colados na televisão e os dedos no comando é que a campanha não tem o brilhantismo para contar algo mais cativante, que não sejam os acontecimentos que antecederam Halo 3, nos quais os humanos se debatem no seu território – New Mombasa – contra a raça alienígena Covenant e também que esta modalidade não tem combustível para muito mais do que seis horas de jogabilidade. Para tentar salvar o dia, entram em acção os ODST (Orbital Drop Shock Troopers), que são enviados para este terreno hostil nas suas cápsulas super tecnológicas, mas a descida torna-se num pesadelo e a equipa separa-se, foge à zona de aterragem e excessivas perdas de soldados são contabilizadas. Os primeiros sinais de nervosismo começam a atacar. A partir deste momento, o objectivo é um autêntico cliché nos videojogos: procurar, reagrupar e massacrar as hordas dos Covenants que aguardam em cada esquina. Esta é a história espelhada em ODST, a qual foi uma fonte de desilusão, nomeadamente pela Bungie ter prometido mundos e fundos e no final de contas assistimos a uma carência de emoções fortes – causadas pela aniquilação da ligação com os anteriores jogos, nos quais Master Chief era rei e senhor –, sentimos uma procura desnecessária por uma nova identidade e também não fomos consumidos, de forma geral, pela atracção, sentimento que outrora Halo nos conseguia induzir do primeiro ao último minuto.


Se parece que, até agora, Halo 3: ODST se afundou juntamente com algumas das suas invenções, outras conseguem a proeza de soar um pouco melhor. A progressão no jogo não é feita de forma linear; se no arranque da jornada o diminuto mapa ainda não possibilita que nos transformemos no Indiana Jones do futuro, com o avançar do tempo vamos trilhando outros terrenos com profundidade suficiente para encaixar as explorações (embora a vertente de investigação nunca atinja os níveis de qualidade de Halo: Combat Envolved) e ver caminhos alternativos, que dão aquela proveitosa sensação de liberdade que é habitual carecer nos jogos de acção na primeira pessoa. O que vinca este título face aos anteriores é a proposta que faz para a construção de um puzzle, cujas peças são as armas abandonadas pelos companheiros; estas armas geram uma memória, que por sua vez colocam o jogador na pele do soldado que a transportava, e cria-se uma nova aventura, noutro distrito de New Mombasa, o que se traduz em visitar novos locais, caras, inimigos e, com sorte, equipamento de destruição. Esta troca de personagem confere ao jogo uma moderada lufada de ar fresco, conseguindo transmitir uma dinâmica diferente, tão importante para manter a chama Halo acesa junto dos entusiastas.

Despedem-se os Spartans, apresentam-se os ODST.

Concentrando os olhares para a acção de ODST, nós detectámos várias lacunas, a começar pelas personagens que controlamos ao longo da trama. Agora não entramos na pele de um soldado Spartan, como Master Chief, cuja armadura especial, condição física, capacidades tácticas e facilidade em enfrentar os inimigos com uma arma em cada mão nos faziam sentir motivados para partir para a guerra. Pelo contrário, agora controlamos a força ODST que está despida de muitas das qualidades marcantes da série Halo. O que resulta desta situação é a tendência de retracção na hora de atacar os Covenant, pois a personagem manipulada é facilmente atirada ao tapete. Portanto, só conseguimos chegar à conclusão de que a procura de uma nova identidade alterou a essência deste título.

Nome do jogo: Halo 3: ODST
Plataformas: X360
Produtora: Bungie
Editora: Microsoft Game Studios
Imagens:
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Data de lançamento: 25 de Setembro de 2009
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